Dois Amores versão 3
Um é fogo guardado na pele,
memória que ainda arde
quando o tempo sopra.
É vertigem,
é fome,
é o que nunca ficou
e nunca partiu.
O outro é chão.
Mão firme no silêncio,
abrigo que não queima
— sustenta.
Um vive no território do sonho,
onde o impossível respira.
O outro caminha comigo,
dia após dia,
ensinando permanência.
Ambos vieram de longe.
Carregam lições antigas,
nomes esquecidos,
missões diferentes.
Um desperta.
O outro protege.
Entre o incêndio e a casa,
eu existo.
Cigana Ro
Enviado por Cigana Ro em 15/01/2026
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