Se
Se a vida quer me ensinar,
eu abro as mãos — pronta a aprender.
Se você acha que devo pagar
por te ferir sem querer,
não te culpo:
cada um sangra onde a lembrança dói.
Se tudo que fomos virou fumaça,
resto de fogo que o vento levou,
me diga…
e deixo as cinzas em paz,
paro de soprar esperanças,
solto o que ainda insiste em ficar.
Mas se houver uma brasa escondida,
um brilho tímido no escuro,
eu sopro devagar até renascer o calor,
até queimar de novo
o que ficou no quase.
Porque o “se” diz muito —
e, às vezes, diz nada.
E foi ao escrever essas palavras
que lembrei daquela música nossa,
onde amor e dor caminhavam juntos,
e percebi que a melodia
ainda toca em mim…
mesmo que teus ouvidos
já estejam em silêncio.
Réf. Musicas Se
Djavan
Cigana Ro
Enviado por Cigana Ro em 30/11/2025
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