Entre Véus e Espelhos
Ser cego... ou apenas ver com os olhos da alma, onde a luz insiste, mesmo na sombra da decepção.
Ser ingênuo... ou guardar ainda o perfume da pureza, num mundo que já esqueceu o cheiro da verdade.
Ser carente... ou apenas humano,
com sede de afeto nas margens do silêncio.
Ou talvez — escolher acreditar,
mesmo quando a ferida tem o gosto da entrega.
Há quem brinque com sentimentos
como quem sopra pétalas ao vento,
e ainda ousa murmurar: “confie em mim”.
Ah, mas o coração…esse alquimista incorrigível, transforma dor em esperança,
e mesmo em ruínas,ainda sonha com o ouro do amor.
Cigana Ro
Enviado por Cigana Ro em 01/11/2025
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