“Depois do Adeus”
Depois do adeus,
O silêncio virou abrigo.
Aprendi a respirar sem esperar,
A sorrir sem fingir que não doía.
Descobri que o amor não morre,
Ele muda de forma,
Se recolhe, se refaz —
E volta, primeiro, dentro da gente.
Hoje caminho leve,
Sem pressa, sem promessa.
Carrego cicatrizes que brilham,
Lembranças que já não ferem.
O que foi dor, agora é força.
O que foi perda, virou espaço.
E no espaço que ficou,
Plantei a mim mesma.
Cigana Ro
Enviado por Cigana Ro em 21/10/2025
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