Ecos do Silêncio
A insegurança tem um jeito curioso de aparecer.
Quando nos sentimos verdadeiramente amadas, mesmo à distância,
Ela simplesmente não tem espaço.
Há uma confiança silenciosa que nos acalma,
Um sentimento de que o outro está ali — presente, mesmo longe.
Mas basta um gesto fora do comum,
Uma palavra mal dita,
Um silêncio que dura mais do que o habitual,
Ou uma ligação não atendida,
Para que ela desperte.
A insegurança não nasce do nada.
Ela costuma ser o eco do coração
Que percebe algo que a razão tenta ignorar.
Às vezes é apenas um olhar,
Ou uma brincadeira sem graça,
Mas dentro de nós algo muda — e o coração sente.
Com o tempo, a gente aprende
Que a insegurança fala mais sobre nós do que sobre o outro.
Ela revela nossos medos,
Nossas feridas antigas,
As histórias que ainda não fechamos por completo.
Mas também nos convida à lucidez :
A olhar de frente o que sentimos,
A conversar com o outro,
E, principalmente,
A cuidar daquilo que depende apenas de nós —
O nosso próprio amor.
Porque quando o amor por si é sólido,
Nenhum silêncio nos destrói,
Nenhuma ausência nos desaba,
E nenhuma dúvida tem poder
De nos fazer esquecer quem somos.
Cigana Ro
Enviado por Cigana Ro em 20/10/2025
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