Entre o que fomos e o que ainda pode ser
Três anos passaram,
mas o fio nunca se partiu.
Mesmo distantes,
cuidamos um do outro
como quem sabe
que a vida ainda guarda segredos.
Tenho lembranças doces,
tenho cicatrizes também.
Já senti prisão,
já senti liberdade.
E no meio desse turbilhão,
fica a saudade do teu riso,
do teu peito que era abrigo,
do companheirismo que nenhum outro me deu.
Houve amores platônicos,
ideais guardados por décadas.
Mas só em ti
houve história viva,
a chama que incendiou o tempo,
a coragem de recomeçar.
Hoje me pergunto:
é desejo? é carência?
ou é o amor possível,
a forma imperfeita de amar,
que ainda assim é amor?
Sei das consequências,
sei dos riscos,
sei dos olhos atentos dos filhos,
dos compromissos que não me deixam voltar atrás.
Mas dentro de mim,
a vontade é simples e imensa:
compartilhar conquistas,
reacender o que foi belo,
fazer do que restou
um presente possível.
E se o futuro não responder,
ao menos saberei
que o coração ousou perguntar.
Cigana Ro
Enviado por Cigana Ro em 03/09/2025
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